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Notas de Romance
 
Inferno nos Reinos Esquecidos
Por Sean K Reynolds
Tradução por Daniel Bartolomei.


Os Nove Infernos dos Reinos Esquecidos não é lugar para um mago humano - mesmo para um imortal. No romance de Ed Greenwood, Elminster in Hell (Elminster no Inferno), o Sábio do Vale das Sombras é capturado por um diabo e deixado para vagar no Inferno enquanto seu captor tortura seu corpo e consome sua memórias em busca da chave para o fogo prateado de Mystra. Com a atenção de Elminster focada na batalha física e a terrível mutilação de seu corpo, ele foi compreensivelmente vago nos detalhes do local e seus residentes. Aqui você pode aprender mais sobre o ambiente severo e as criaturas vis encontradas no romance.

Inferno

O Inferno é outra dimensão, ou "plano de existência", aonde as almas das pessoas más vão quando elas morrem e onde seres poderosos comumente conhecidos como diabos lutam e conspiram entre si por poder pessoal. Diferente do Abismo, que é lar de demônios e uma dimensão de caos e vilania, o Inferno é um local de leis e vilania: castas rígidas, métodos formalizados de promoção e rebaixamento e crueldades piores do que qualquer governo humano. O Inferno é chamado de "Baator" (bav-AH-tor) pelos estudiosos dos planos, mas as pessoas comuns de muitos mundos o nomeiam simplesmente de "Inferno".

Os Níveis

Clique para ter uma imagem maiorO Inferno atualmente compreende nove "níveis" de temperamentos similares de lealdade e vilania, geralmente denominado Nove Infernos ("Fogo dos Nove Infernos" é uma expressão comum em Faerûn). Amontoado no topo de cada um em um sentido metafísico, cada um dos nove níveis é menor e mais maligno do que o seguinte. Cada nível é controlado por um poderoso ser chamado arqui-diabo, alguns dos quais podem rivalizar com divindades menores em poder. Juntos, estes arqui-diabos são chamados de Lordes dos Nove.

O ermo de Avernus é o nível mais alto e é regido por Bel, um poderoso diabo que derrotou o lorde anterior de Avernus. Toda a viagem de Elminster no Inferno teve lugar em Avernus.

O próximo nível é a cidade de ferro em brasa de Dis, que é regida por Dispater, o lorde de pés de bode que raramente abandona sua Cidadela de Ferro.

O terceiro é o atroz e poluído pântano de Minauros, que é regido por Mammon do corpo serpentiforme, cujos poucos arqui-diabos confiariam depois de sua última traição.

O quarto é o devastado pelo fogo Phlegethos, com seus rios de lava e fogo animado que vagam pelo ar. É regido pelo diabo Belial e sua filha Fierna.

O quinto é Stygia, que é um reino aquático de gelo triturado e céus cortados por relâmpagos. É regido por Levistus, que está confinado em um grande bloco de gelo como punição por sua traição ao lorde do nono nível do Inferno.

O sexto é Malebolge, que é uma dimensão montanhosa que sofre contínuas avalanches e quedas de penhascos. É regido por uma poderosa bruxa da noite conhecida apenas como Condessa Bruxa.

O sétimo é Maladomini, um lugar de ruínas de cidades abandonadas e constante construção. Seu regente é Baalzebul, um arconte do bem que foi conjurado para o Inferno e transformado numa criatura semelhante a uma lesma.

O oitavo é Cania, mais fria até mesmo que Stygia, com geleiras que se movem mais rápido que o corredor humano mais ligeiro e avalanches de neve que cobrem tudo à vista. Cainia é regida por Mephistopheles, que fingiu um golpe contra si mesmo para descobrir inimigos em seu território.

Nessus é o nono nível do Inferno e é uma terra de canyons de profundidade inimaginável. O poderoso Asmodeus rege este nível. Este poderoso e antigo ser pode datar de antes da criação do multiverso.

Todos os arqui-diabos estão superficialmente aliados entre si para controlar e destruir os inimigos do Inferno, mas em suas próprias fileiras eles conspiram e traem-se um ao outro por poder e prestígio, e eles secretamente ressentem-se com a liderança de Asmodeus, que já havia sido desafiado no passado, mas nunca derrotado. Asmodeus ri das conspirações contra ele e prepara-se a inevitável próxima batalha.

Avernus

O primeiro dos Infernos é o maior, já que atualmente ele é infinito. É o local de muitas batalhas e geralmente a única parte do Inferno que os visitantes vêem. Avernus é um ermo de planícies carbonizadas e cobertas de entulhos, com ocasionais montanhas e pedras soltas no pé de colinas. O céu é geralmente vermelho ou violeta e um tom vermelho sangue espalha-se pelo ar em todas as direções; não há sol. Globos de fogo riscam o céu e algumas vezes explodem sem aparente razão. Nada cresce aqui e todas as criaturas nativas constantemente procuram por outros seres para matar e consumir.

O rio Styx, que conecta todos os planos malignos em ambos os sentidos, serpenteia através de Avernus. Outros rios e cursos feitos de sangue fresco e espesso marcam fronteiras e eventualmente correm para o Styx. Alguns dizem que a fonte do sangue são as vítimas anteriores do plano, mas sua origem atual é desconhecida. Por estar conectado a outros planos malignos, Avernus é o alvo mais provável de qualquer ataque por demônios, e um número enorme de soldados diabos estão constantemente marchando em busca de inimigos em potencial ou criaturas que possam torturar e matar por diversão. Além dos exércitos diabos, diabos ladinos, monstros nativos estranhos e até mesmo arqui-diabos depostos encontram locais para se esconderem neste lugar e perseguirem seus próprios desejos de assassinato, tortura e ganância.

Habitantes

Os habitantes mais comuns de Avernus são os diabos. Enquanto alguns estudiosos se referem a eles como "baatezu" (bay-AH-tez-oo), outros argumentam quem nem todos os diabos são de fato baatezus, e a maioria das pessoas não se preocupam como eles são chamados, desde que eles se mantenham bem longe. Os diabos se deliciam em infligir dor em outros (e até mesmo em si próprios), e eles possuem uma estranha biologia que os permitem - sob certas circunstâncias e com o tipo certo de magia - se transformarem em formas mais poderosas depois de extensa tortura. Dessa forma, diabos usam a dor para mostrar dominância sob os mais fracos e que eles estão sujeitos a uma dor maior como um meio para aumentar o seu próprio poder. Por exemplo, mesmo o menor dos lêmures pode se transformar num osyluth nas mãos de um diabo mais poderoso com os poderes certos e as técnicas de tortura corretas, e mesmo os maiores diabos são ditos serem criados a partir de diabos menores devido eles terem sido queimados em horríveis fogos sobrenaturais por mais de um século. O fato de estas criaturas terem de usar a dor para aumentar a si mesmos mostra quão pervertidos eles são em seu interior, e isto também reflete sua natureza leal (hierárquica) e vil (promovida pelo sofrimento).

Os lêmures estão entre os diabos mais fracos. Globos de carne fresca mal-cheirosa do tamanho de um homem, os lêmures são a tropa de choque e os trabalhadores dos diabos. Os mortais mais egoístas, cruéis e malignos, quando morrem e vêm para o Inferno, tornam-se lêmures. Seus corpos macios se regeneram rapidamente, fazendo deles vítimas convenientes de tortura para os diabos. Um lêmure é tão resistente quanto um típico zumbi humano. A única coisa mais baixa que os lêmures na hierarquia dos diabos são os nupperibos, que são criaturas estranhas com membros inchados e desengonçados, sem mente e sem olhos, que servem como bucha de canhão do Inferno.

Um osyluth, ou "diabo ósseo", se parece um ser macilento e alto com uma cauda de escorpião óssea. Eles exudam o fedor da decadência e servem aos exércitos do Inferno como polícia e informantes, monitorando seus companheiros. Osyluths são tão poderoso quanto wyverns.

Um barbazu, ou "diabos barbados", cabe à tradicional descrição de um diabo, com cauda, mãos e pés com garras, pele escamosa e uma barba de aparência vil. Eles são a tropa de choque de elite e lideram massas de lêmures em batalha e combatem inimigos chave enquanto os diabos menores atacam os exércitos. Um barbazu é tão perigoso quanto uma medusa.

Erynies são o equivalente dos diabos das succubi e são enviadas a Faerûn para tentar os mortais. Elas também vingam os insultos contra o Inferno. Elas aparecem como mulheres atraentes com asas cheias de penas e olhos sinistros. Elas podem enfeitiçar suas presas e usar cordas mágicas para prender criaturas que queiram capturar vivas. Erynies são comparáveis aos barbazus.

Hamatulas são similares aos barbazus, exceto que são mais altos e seus corpos são cobertos por espinhos afiados e farpados. Eles servem como guardiões e patrulham tropas. Eles gostam de agarrar seus oponentes, traze-los para perto e impalá-los com seus espinhos. Hamatulas são tão poderosas quanto gigantes de pedra ou devoradores de mente.

Cornugons são maiores e mais monstruosos do que os hamatulas e carregam grandes chicotes que podem paralisar seus inimigos. Ferimentos causados pelo ataque de um cornugon continua a sangrar profusamente até ser cuidado adequadamente. Eles são a elite das forças de defesa do Inferno e geralmente atuam como guarda-costas para importantes diabos ou guardam poderosas armas de guerra. Um cornugon é tão poderoso quanto um gigante de fogo.

Gelugons são estranhos diabos parecidos com insetos, com olhos facetados, grandes mandíbulas e uma cauda grossa coberta com espinhos afiados como lâminas. Seus corpos criam um frio entorpecente e criaturas atingidas por sua cauda ou lança de metal ficam geralmente mais lentas. Gelugons são gusrdas de super-elite e espiões, e normalmente trabalham como guarda-costas para arqui-diabos ou mudam sua forma para estudar inimigos ou poderosos mortais. Um gelugon é tão perigoso quanto um beholder.

Os demônios das profundezas são os oficiais do exército do Inferno, e os maiores exércitos são liderados por generais demônios das profundezas chamados de os Oito das Trevas. Com 4 m de altura de asas como as de morcegos, com escamas vermelhas, grandes presas venenosas e envolvidos por chamas, os demônios das profundezas espalham terror onde quer que vão. Eles são o tipo mais poderoso de diabos, salvo os arqui-diabos, e em comparação, eles são mais perigosos do que um golem de ferro, tão inteligente quanto um lich e mais destrutivos do que uma hidra de doze cabeças.

Os abishai são seres dracônicos semelhantes a gárgulas a serviço da divindade Tiamat, que sabe-se, extrai poder de Avernus de tempos em tempos. Como sua grande rainha, os abishai possuem as cinco cores comuns aos dragões malignos de Faerûn: branco, preto, verde, azul e vermelho, em ordem ascendente de poder. Os abishai servem como torturadores e guardiões no Inferno, e não estão prestes a atacar diabos sozinhos de diferentes tipos, ainda mais em grupos. Um abishai branco é pouco menos poderoso que um osyluth e um abishai vermelho é equivalente a um hamatula.

Além dos diabos, que ultrapassam numericamente qualquer outra criatura no Inferno, o lugar é lar para dragões malignos, diabos em forma de vermes gigantes, criaturas estranhas de muitas bocas, olhos e membros, e as mais bizarras variedades de monstros terríveis. A maioria destes tipos não estão catalogadas por sábios mortais porque eles são pouco menos do que apenas comida, e a maioria das pessoas que invocam criaturas do Inferno para Faerûn fazem isso porque procuram informação, poder e exércitos. De longe, os recém-chegados mais comuns são os diabos, muito mais do que bestas sem mente e sem linguagem, conhecimento ou conceito de obediência.

Referências:

Este artigo utiliza referências do Manual of the Planes (Manual dos Planos), do Monster Manual (Livro dos Monstros), do Forgotten Realms Campaign Setting (Cenário de Campanha dos Reinos Esquecidos) e do romance Elminster in Hell (Elminster no Inferno).




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